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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Notícias do Fim dos Tempos - Nº 5

By Terra.

Inseminação de transexual grávido foi feita em casa pela mulher

O transexual Thomas Beatie disse hoje que sua esposa, Nancy, foi quem realizou a inseminação artificial em casa, para que se sentissem "mais cômodos", depois que o casal sofreu um primeiro aborto no verão de 2007.

Beatie, que está no sexto mês de gravidez e espera uma menina, deu sua primeira entrevista em TV para o programa de Oprah Winfrey, na qual assegurou que decidiu contar ele mesmo sua história "antes que os meios de comunicação fizessem sensacionalismo com ela".

Criado no Havaí, onde sua mãe se suicidou quando ele tinha 12 anos, o entrevistado explicou que quando decidiu mudar de sexo, aos 24 anos, não quis retirar sus órgãos reprodutores femininos porque a "paternidade sempre foi seu sonho", e sabia que em algum momento "gostaria de ter filhos".

"Compreendo que minha situação pode ser surpreendente, mas é possível, e as pessoas têm que estar preparadas para aceitá-la porque a gravidez é só um processo e todo ser humano tem direito a decidir se quer ter filhos biológicos", acrescentou o transexual diante das perguntas de Oprah.

Durante o programa, foram exibidas imagens de sua vida cotidiana em sua casa em Bend, no Oregon (EUA), incluindo uma consulta médica na qual o futuro pai afirma: "Não posso acreditar que ela está dentro de mim, é um milagre!".

As duas filhas da esposa de Beatie, frutos de um casamento anterior, participaram do programa como convidadas, e afirmaram que sua futura meia-irmã crescerá feliz porque "terá pais maravilhosos que se amam muitíssimo".

A doutora Kimberly James, ginecologista que cuida do transexual, participou do programa por videoconferência e assegurou que não está preocupada com sua reputação, porque quando que conheceu o casal diz que sentiu que deveria tratar de sua saúde, já que "são leais e merecem cuidados médicos de qualidade, como todas as pessoas".

A médica descreveu o caso como "uma gravidez normal" e disse que o bebê "não corre perigo" pelo fato de o pai ter tomado testosterona durante anos, porque "agora seus níveis hormonais são completamente normais". O futuro pai disse se sentir seguro do que está fazendo porque "o que define uma família é o amor".

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Notícias do Fim dos Tempos - Nº 4

Já vi muita porcaria evangélica por aí, mas a cada dia que passa me supreendo com a criatividade de alguns, e mais ainda, como tem gente que gosta disso.

Segue abaixo vai a 'Dança do Céu', paródia da Dança do Créu. Será que a moda pega entre os evangélicos?

Post indicado por um dos vários (tá bom, tá bom, poucos...) visitantes do blog. Mas como o visitante não assinou o comentário, não é possível agradecer corretamente.

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terça-feira, 8 de abril de 2008

Notícias do Fim dos Tempos - Nº 3

Triste ver coisas como essa...

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sexta-feira, 28 de março de 2008

Notícias do Fim dos Tempos - Nº 2

Esse vale a pena ter na agenda do celular.

Conheço alguns com problema de queda de cabelo que devem se interessar...heheheh

Missionár..

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segunda-feira, 3 de março de 2008

Notícias do Fim dos Tempos - Nº 1

Não sei a fonte, apenas repasso a informação que recebi.

Casamento evangélico...e gay

A nova Igreja Contemporânea abriga ex-pastores e fiéis expulsos de outras denominações por serem homossexuais.

Eduardo subiu primeiro ao altar. Paullo o alcançou depois de um atraso programado, buquê de flores nas mãos. Cantava “Uma Vez Mais”, tema da abertura da novela Alma Gêmea, da TV Globo. “Quando eu te vi, o sonho aconteceu”, entoou, lágrimas nos olhos. Eduardo Silva, de 27 anos, é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Paullo Oliveira, de 31, é filho de um famoso pastor da Assembléia de Deus. Casaram-se há duas semanas pelas bênçãos da Igreja Contemporânea, uma denominação evangélica pentecostal criada há um ano no Rio de Janeiro para abrigar um rebanho sem lugar na maioria das denominações religiosas: os gays.

Quem celebrou a união foi o pastor Marcos Gladstone, fundador da Igreja Contemporânea. Ele também se prepara para casar-se em breve com um ministro do templo. Alguns convidados suspiram. “É inspirador. Espero que chegue logo a minha hora”, diz Leandro Machado, ex-obreiro da Universal que planeja o casamento com o namorado, Vanderson, ex-testemunha-de-jeová. A hora do beijo, a mais esperada, foi comemorada como um gol da Seleção Brasileira – quase uma surpresa, como se nunca fosse acontecer.

“Melhor ser dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?” Essa passagem do Eclesiastes, na Bíblia, é usada pelo pastor Gladstone como “prova de que não existem diferenças de gênero perante Deus quando duas pessoas se amam”. Foi lida por ele pouco antes da troca de alianças entre Eduardo e Paullo nos dedos de unhas esmaltadas de branco.

No Brasil, os gays evangélicos que desejam um casamento religioso podem escolher entre pelo menos três igrejas: a Igreja Contemporânea, a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), denominação americana que tem filiais em sete Estados brasileiros, e a Comunidade Cristã Nova Esperança, de São Paulo. O fundador da Contemporânea, Marcos Gladstone, chegou a abrir uma filial da ICM, mas percebeu que no mercado religioso brasileiro havia espaço para uma igreja que acolhesse os gays, mas que não fosse militante. “A ICM é quase um movimento político em defesa da causa gay. Mas no Brasil os fiéis não gostam de misturar religião e militância”, diz Gladstone. “A Contemporânea não é uma igreja gay, mas que aceita gays. Os homossexuais estavam em busca de um lugar para professar a sua fé.”

Desde que mudou o nome – e as regras – de sua igreja, o número de adeptos saltou de 20 para cem. “Percebi que as pessoas queriam mais rigidez”, diz o fundador. Ele criou, então, regras severas como principal trunfo na disputa pela religiosidade do público homossexual: é proibido consumir álcool e cigarros e não é permitido fazer sexo fora do namoro ou casamento. O dízimo de 10% da renda familiar é obrigatório.

Na ICM, a principal “concorrente”, o fiel segue suas próprias regras morais. “Eu jamais direi o que o fiel deve ou não fazer. Os valores de cada um é que vão dirigir suas atitudes. Se fosse importante para Jesus definir regras de conduta sexual, ele teria dito isso”, diz o pastor Gelson Piber, do templo da ICM em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. O templo existe há dois anos, conta com 40 fiéis e tem 12 casa-mentos gays no currículo. “Acho que os gays querem se casar mais que os héteros.”

Em algumas pentecostais, a homossexualidade é uma manifestação do demônio. Na Igreja Contemporânea também há sessões de exorcismo, mas os belzebus supostamente arrancados dos fiéis não são responsabilizados pela opção sexual do fiel. Eduardo, um dos noivos, comandava um templo da Igreja Universal em Barra Mansa, no Rio. “Fiquei lá até um fiel me procurar confessando que era gay e precisava ser curado”, afirma. “Disse que era impossível, porque eu também sentia as mesmas coisas que ele.” Depois do episódio, ele abandonou o templo. Ao voltar para o Rio, foi expulso. Hoje, trabalha como garçom.

Paullo é professor universitário de Português. Sofreu muito com o preconceito do pai, que foi um dos mais conhecidos pastores da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. “Quando contei aos meus pais, disseram que era coisa do diabo querendo tomar conta da minha vida”, diz Paullo. “Cheguei a ficar noivo de uma mulher por um ano para manter as aparências.”

No Brasil, Eduardo e Paullo só serão casados em sua fé. A lei brasileira ainda não permite o casamento no Civil. O Projeto de Lei no 1.151, de 1995, da então deputada federal Marta Suplicy, contempla o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas está há mais de dez anos tramitando no Congresso sem previsão de votação. Desde 2001, casais brasileiros têm conquistado na Justiça o reconhecimento da relação como “união estável” – figura jurídica que garante direitos como pensão e bens adquiridos em conjunto. No mundo, países como Dinamarca, Holanda e Canadá já aprovaram a união civil entre gays. Na América Latina, capitais como Buenos Aires e Cidade do México criaram leis que permitem a união civil de homossexuais.

Na terça-feira 18, os gays marcaram um ponto histórico no Cone Sul. O Uruguai tornou-se o primeiro país da América Latina a reconhecer legalmente a união civil de pessoas do mesmo sexo. Aprovada pelo Senado por unanimidade, a lei precisa agora ser sancionada pelo presidente Tabaré Vázquez.

Eduardo e Paullo planejam tentar o reconhecimento civil mais tarde. Eles se conheceram no Orkut, há um ano, e procuraram a Igreja Contemporânea pela vontade de se casar. O pastor afirma só ter aceitado realizar a cerimônia depois de “ter certeza da convicção dos dois”. Os pais dos noivos não viveram o suficiente para testemunhar o casamento. As mães preferiram não dar o ar da graça para não criar polêmica em suas próprias igrejas. Perderam a cena dos filhos chorando tanto ao pronunciar os votos de amor eterno que Eduardo foi obrigado a tirar as lentes azuis compradas para a ocasião. Casou-se de olhos castanhos.

AMOR SEM PECADO Eduardo, de cabelo curto, era pastor da Universal. Paullo é filho de um pastor da Assembléia de Deus. Abençoados pelo pastor gay Marcos Gladstone (com a Bíblia na mão, acima, à esq.), casaram-se num bufê do Rio.

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